Nomes Estranhos

Emissão ou Subscrição? Entenda a diferença!

Emissão ou Subscrição? Entenda a diferença!
Junte-se a mais de 45.000 pessoas

Entre para a minha lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Ao entrar no mercado de renda variável, os investidores têm contato com uma série de termos e conceitos que não estão acostumados. Os termos emissão e subscrição são nomenclaturas que os investidores têm dificuldade de compreender.

Nesse sentido, somente ao compreender essa diferença o investidor conseguirá aprender como funcionam os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) no longo prazo.

Sendo essa dúvida uma das mais recorrentes dos investidores, resolvi escrever este artigo em que explicarei os conceitos de emissão e subscrição.

Assim, sem enrolar, vamos entender essa diferença.

O que é emissão de um fundo de investimento imobiliário?

Por definição, o processo de emissão de um FII é uma sequência lógica de eventos com o objetivo de promover o crescimento do fundo, através do aumento da quantidade de cotas.

Mas, Rodrigo, qual o motivo disso?

Em outras palavras, vamos imaginar a seguinte situação:

Por lei, os fundos imobiliários são obrigados a distribuir 95 % dos rendimentos semestrais aos seus cotistas, certo? Isso significa que somente 5 % do valor arrecadado com locações estaria disponível para novas aquisições de imóveis.

Sendo assim, num mercado em que bons imóveis podem custar de 40 a 300 milhões de reais, seria praticamente impossível um FII comprar um imóvel rapidamente somente com os 5 % do valor arrecado nas locações, não é verdade?

Então, o que o fundo precisa fazer para crescer? Lançar novas cotas a mercado para que os investidores comprem e o fundo tenha caixa para comprar novos imóveis.

Caso você tenha entendido o raciocínio acima, você conseguiu compreender qual a definição de emissão!!

Rodrigo, por que as emissões são numeradas em ordem crescente?

As emissões são numeradas por ordem crescente para determinar a quantidade de novas cotas que foi anteriormente emitida e está circulante no mercado.

Assim, a primeira emissão de cotas de um FII, ou IPO é simplesmente a entrada daquele fundo na bolsa de valores para ser inicialmente negociado pelos investidores.

Sequencialmente, quando o fundo necessitar expandir seu portfólio de imóveis, o FII lançaria uma segunda emissão de cotas para arrecadar recursos para a compra de novos ativos.

Só para aprofundar o tema, na sequência, falarei sobre quais são as etapas que compõe o processo de emissão.

Quais as etapas dos processos de emissão?

A princípio, os processos de emissão são divididos em três fases: a primeira fase, a segunda fase e a terceira fase.

Primeira fase

Em primeiro lugar, quando o fundo deseja emitir novas cotas, há a necessidade de aprovação junto a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de um anúncio de início (prospecto preliminar) e um fato relevante que trata das datas base do processo de emissão.

Ou seja, essa primeira fase é um processo de entrada e comunicado ao mercado.

Segunda fase

Em seguida, na segunda fase, é lançado o prospecto definitivo da emissão. Esse documento traz todas as informações essenciais para compreender como funcionará o processo.

Por isso, é importantíssimo ler ao menos as principais informações do prospecto definitivo.

A saber, o prospecto definitivo apresenta informações relevantes como:

  • Sumário da oferta – organização de todos os tópicos presentes no prospecto definitivo;
  • Destinação dos recursos – define como serão gastos os recursos adquiridos naquela emissão;
  • Pipeline – portfólio de informações dos imóveis que serão adquiridos naquela emissão;
  • Cronograma indicativo da oferta – informações sobre datas de andamento das etapas da oferta pública;

A fim de ilustrar um modelo de pipeline usarei a figura 1.

Parte do Pipeline de aquisição do HGRU11
Figura 1: Parte do Pipeline de aquisição do HGRU11.
Fonte: Prospecto definitivo da segunda emissão do HGRU11

Como demonstrado na figura 3, o pipeline mostra as características dos ativos e características dos contratos de locação dos ativos alvo do fundo, no caso do exemplo do HGRU11.

Se você não conhece o HGRU11, escrevi um artigo no blog sobre o fundo, basta clicar aqui.

Após a liberação do prospecto definitivo, começa o chamado direito de preferência.

O processo é definido pelo fato do cotista do fundo comunicar a corretora o seu interesse em exercer o seu direito de preferência, ou seja, SUBSCREVER.

O que é subscrição?

Então, a subscrição nada mais é do que uma etapa do processo em que o cotista exerce seu direito de preferência! Simples assim!

Quando o cotista exerce esse direito, ele receberá cotas subscritas com final de ticker 12, 13, 14, 15 ou 16 e terá um prazo para depositar o valor equivalente as cotas subscritas na corretora.

Por exemplo, se um cotista de um fundo tem 100 cotas e o prospectivo definitivo diz que o direito de preferência é de 10 %, ele poderia exercer o direito para obter mais 10 cotas.

Supondo que a emissão estipulou como valor de cota R$ 80,00. Ou seja, anteriormente a liquidação, o cotista tem que ter 800 reais para integralizar o direito de preferência das 10 cotas subscritas.

Em alguns casos, existem cotistas que não estão interessados em exercer o direito de preferência. Sendo assim, pode haver a venda desse direito por valores reduzidos (centavos a alguns reais)

Terceira etapa

Negociação de cotas remanescentes ou sobras

Em terceiro lugar, a última etapa do processo que é chamada negociação das cotas remanescentes ou sobras, onde as cotas residuais, ou seja, não negociadas a mercado durante a segunda etapa são renegociadas ou “divididas”.

Nesse caso, se o cotista estiver interessado deverá fazer contato com a corretora para que possa participar das sobras ou rateio.

A última etapa desse processo pode ocorrer ou não, a depender da capacidade de incorporação das novas cotas emitidas pelo mercado. Então, não dá pra contar sempre com o rateio!

Liquidação do direito de subscrição

Desse modo, após o encerramento do processo, caso o cotista tenha colocado o recurso na corretora, as cotas subscritas com finais 12, 13, 14, 15 e 16 serão convertidas nas cotas de FII com final 11, num processo chamado de integralização.

Por último, acontece o anúncio de encerramento da emissão que informa aos cotistas os detalhes financeiros do processo.

Enfim, espero que tenham entendido a diferença entre emissão e subscrição!

Um forte abraço,

 

 

 

Hey,

o que você achou deste conteúdo? Conte nos comentários.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *