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Empresas da bolsa, 5 primeiros passos para analisar!

Empresas da bolsa, 5 primeiros passos para analisar!
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Talvez essa seja uma das dúvidas mais frequentes, principalmente para os investidores iniciantes que desejam começar a comprar ações de empresas da bolsa.

Mas como a minha experiência no mercado financeiro me ensinou a analisar empresas para que eu me sentisse seguro para comprar ações dessas empresas?

Antes de tudo, você precisa compreender que a partir do momento que você investe numa empresa comprando ações ordinárias, VOCÊ SE TORNA SÓCIO!

Nesse contexto, você pode pensar: o que eu gostaria que a empresa que eu estou investindo financeiramente fizesse ao longo do tempo?

Então, vamos citar alguns pontos que julgo os mais importantes para fazer uma análise inicial das empresas da bolsa que tenho em carteira.

1 – Acessar o site de relação com investidor das empresas da bolsa

Em primeiro lugar, você tem que acessar o site de relação com investidor, famoso RI, da empresa que você quer investir o seu dinheiro.

No site de RI, é possível obter diversas informações iniciais sobre a empresa, contudo existe um documento que é obrigatório de ser lido com detalhes: a apresentação institucional!

Inegavelmente, ao ler a apresentação institucional, é possível conhecer muitos detalhes sobre o modelo de negócio das empresas da bolsa!

Além disso, ao ter a oportunidade de ler esse documento, você estará na frente de muitos investidores que sequer abrem uma demonstração financeira!

2 – Entender o que a empresa faz!

Em segundo lugar, o passo a seguir que o investidor deve executar ao analisar inicialmente uma empresa é entender o que a empresa faz!

Assim como para fundos imobiliários você deve entender que tipo de investimento está definido no regulamento do fundo, a análise das empresas da bolsa também envolvem o mesmo tipo de raciocínio.

Ou seja, você deve saber quais são os tipos de produtos que cada uma das empresas da bolsa fabricam, produzem ou comercializam.

Nesse contexto, é importante que o investidor consiga responder as seguintes perguntas:

  1. A empresa atua em um único segmento ou em vários segmentos dentro de um nicho de mercado?
  2. Ela possui histórico positivo e tradição de atuação nesse(s) segmento(s)?
  3. A empresa tem buscado ampliação ou diversificação de seus negócios ou o modelo de negócio é mais engessado?

Para entender o raciocínio apresentado, vamos considerar o exemplo da WEG.

Figura 1: Nichos de atuação da WEG e principais concorrentes.
Fonte: Apresentação Institucional da WEG (2020).

Embora atue em mais de 15 segmentos dentro do mercado (Figura 1), a empresa é mais especializada na produção de motores industriais e de alta tensão.

A empresa é líder nesse nicho de mercado e já apresenta história e tradição no segmento de atuação.

Além disso, a WEG atua com um modelo de negócio baseado em personalização de seus produtos para atender demandas específicas de mercado.

Caso queria conhecer mais sobre a WEG, escrevi um artigo recente para o blog, basta clicar aqui.

Conseguiram ver como podemos simplificar o que para muitos investidores iniciantes é um desafio?

Por isso que sempre digo: O SIMPLES FUNCIONA!!!

3 – Entender as possíveis vantagens competitivas das empresas da bolsa!

Em terceiro lugar, é preciso analisar as vantagens competitivas da empresa dentro do seu segmento.

Mas o que isso significa? Significa que você deve analisar os pontos que a empresa se destaca diante de outras empresas do mesmo setor.

Para ilustrar esse conceito, vamos falar um pouco sobre o Grupo Fleury.

Através da avaliação do Grupo Fleury, usando sua apresentação institucional, podemos evidenciar algumas vantagens competitivas (Figura 2).

Vantagens Competitivas do Grupo Fleury
Figura 2: Vantagens Competitivas do Grupo Fleury.
Fonte: Apresentação Institucional do Grupo Fleury (2019).

Notem que o Grupo Fleury apresenta uma grande diversidade de vantagens competitivas que certamente o colocaria em posição de destaque no seu segmento de atuação.

Se quiser saber mais detalhes sobre o grupo Fleury, clique aqui.

Portanto, entender as vantagens competitivas de mercado ajuda a ver o potencial de expansão da empresa no longo prazo.

Assim, tendo em vista essas vantagens pode-se ter um bom direcionamento sobre a consolidação e expansão das empresas da bolsa no seu mercado de atuação específico.

4 – Entender o modelo de negócio das empresas da bolsa

Em quarto lugar, é importante compreender como o modelo de negócio da empresa funciona.

Para ilustrar as diferenças desses modelos, vamos abordar duas empresas do setor elétrico: Engie Brasil e Taesa;

A Engie Brasil é uma das maiores companhias privadas de geração e transmissão de energia. Atualmente, a Engie Brasil tem concentrado seu modelo de negócio na geração de energia sustentável.

A empresa não possui participação acionária de órgãos governamentais e não depende de concessões do governo para buscar potenciais clientes.

Tem um post aqui no blog sobre a Engie Brasil, se quiser acessar, basta clicar aqui.

Em contrapartida, a Taesa é focada no processo de transmissão de energia gerada majoritariamente por outros empresas do setor elétrico.

O objetivo da Taesa é buscar uma margem alta e geração de caixa previsível, através do modelo de negócio proposto pela empresa.

Além disso, a Taesa tem como um dos seus sócios majoritários a Companhia Energética de Minas Gerais com 37 % de participação nas ações ordinárias, o que me incomoda um pouco como investidor.

Então, notem que embora as duas empresas sejam do mesmo setor, elas possuem modelos de negócio diferentes?

Com toda a clareza, a Engie Brasil possui um modelo de negócio mais diversificado e menos exposto a influência dos órgãos governamentais e a Taesa é mais restrita e regulada?

Desse modo, vemos que a compreensão do modelo de negócio pode fazer a diferença na escolha de uma empresa para compor sua carteira de investimentos.

5 – Entenda os pontos fortes e fracos das empresas da bolsa

Em último lugar, pode parecer algo muito simples, mas é importante reconhecer, antes de tudo, os pontos fracos de uma empresa, pois existe uma tendência a valorizar os pontos fortes.

Vamos dar uma olhada em alguns exemplos para ilustras essa questão:

O grupo Natura & Co (NTCO3) é a maior empresa multinacional brasileira do segmento de cosméticos e a empresa teve seu IPO na bolsa de valores em 2004.

A empresa tem forte atuação no segmento de fragrâncias, “body care” e Kits para presentes (gifts).

Embora a empresa tenha buscado uma expansão interessante nos últimos anos pela aquisição da Aésop, The Body Shop e, mais recente, A Avon, a empresa tem um grande ponto negativo.

Na minha opinião, esse ponto negativo é o fato de vender bens de consumo não cíclicos não essenciais, ou seja, bens que durante épocas de crise podem ser retirados da lista de compras.

Esse ponto faz com que os produtos da Natura & Co não apresentem perenidade para grande parte dos possíveis consumidores.

Outro exemplo dessa situação é quando a empresa é altamente regulada por órgãos governamentais e dependente de processos de concessões para funcionar.

É o caso clássico das empresas que atuam sob concessão de rodovias, por exemplo a CCR (CCRO3), que dependem muito desse tipo de permissão.

Para finalizar o raciocínio…

Esse artigo foi baseado na minha visão sobre possíveis pontos de análise de empresas. NÃO HÁ QUALQUER INDICAÇÃO DE COMPRA E VENDA!!!

Portanto, cabe ao investidor definir quais critérios deseja seguir para avaliar em quais empresas deseja investir.

Então, me fala um pouco sobre quais critérios você usa para analisar as empresas que você tem em carteira?

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Até breve!

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